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    April 20

    NA NATUREZA NADA SE PERDE........

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    NA NATUREZA NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA.
    (Evangelização do Maria de Nazaré)

    Livro dos Espíritos- Cap.- VI

    Lei de destruição necessária e destruição abusiva.
    Adaptação e desenhos de Maria R. do Amaral.

    Os seres inorgânicos, que são as matérias essencialmente físicas,

    tais como a terra, as rochas, a água e substâncias de diferentes

    espécies, são por natureza chamados a passar por

    transformações constantes.

    A TERRA - HOJE

    É constituída  por Continentes com seus respectivos

    Países, cercados de Mares e grandes Oceanos. Possuindo ainda as regiões

    Polares "Polo Sul e Polo Norte"

    Dizem os estudiosos que: _Num início muito remoto, os Continentes estavam

    unidos num só Bloco. Forças Tectônicas vindas do centro da Terra,

    ou movimentos outros do próprio Planeta, fizeram as terras separarem-se.

    Ficando os grandes Continentes separados por também grandes Oceanos.

    Mesmo assim, já mudaram seus limites em diversas ocasiões. No alto das cordilheiras dos Andes, são encontradas conchas  e ossos de animais marinhos, provando que o mar já esteve ali. Nos desertos Africanos já existiu antes um grande Oceano. Os rios não seguiram sempre os mesmos cursos. As rochas transformaram-se em constantes ocasiões. Tanto que os  Geólogos,

    sabem medir a idade da Terra, estudando as camadas superpostas das rochas.

    Sabem por que se dá isto? Porque os Oceanos vão se enriquecendo

    com os elementos trazidos pelas correntezas dos grandes

    Rios e nas suas profundezas, vão-se armazenando toda riqueza

    mineral e vegetal da Terra.Ex: petróleo, ouro, prata,

    ferro, urânio, etc.

    A Terra, ao contrário, vai ficando pobre desses mesmos elementos, por causa

    do grande consumo que a humanidade vai fazendo uso.

    Então em determinadas épocas há necessidade de certas transformações.

    Onde foi Mar, passa a ser Terra e vice- versa.

    A Geologia, ciência que estuda a estrutura, afirma que a Terra é formada por

    camadas superpostas umas as outras e se apresentam bastante distintas,

    mostrando terem sido formadas de substâncias diversas e por motivos diferentes.

    A camada superficial, chamada vegetal que deve suas propriedades aos detritos de matéria orgânica, proveniente das plantas e dos animais. As camadas inferiores, recebem em Geologia o nome de rochas. Umas são formadas de areia, de argila, pedras, mármore, carvões de pedra, asfalto, etc.

    Mediante exames, reconhece-se por sinais certos que umas provem de matérias fundidas e as vezes, vitrificadas pela ação do fogo.

    As planícies horizontais demonstram a passagem de água.

    As quantidades enormes de despojos fósseis de animais

    e vegetais, dentro das diferentes camadas, conclui a existência

    de tais seres antes à formação das aludidas rochas.

    Acham-se ossadas de animais pré históricos como os mamutes (enormes elefantes), peixes, insetos e até pegadas perfeitas incrustadas nas rochas. Os cataclismos que existiram, mudaram as condições de vida e fizeram desaparecer gerações inteiras de seres vivos. Que força poderosa foi necessária para deslocar e recolocar o oceano e levantar montanhas?

    Por quantas revoluções físicas, violentas não teve que passar a Terra, antes de ser tal qual a vemos hoje?

    Mas, na NATUREZA NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA.

    A semente da planta por  exemplo. Ela precisa deixar de existir,

    para que nova planta ressurja. Mamãe tinha um lindo vasinhos, com

    uma plantinha bem verde e florida. Um dia as folhas

    começaram a amarelecer e as folhas caíram. Era uma doença

    na raiz e disso morreu.

    A plantinha não deixou de existir, porque de suas sementes,

    vieram uma porção de outras plantas iguais. Além do mais, virou esterco e foi alimentar a terra do quintal

     

    Ela precisa deixar de existir, para que outra planta ressurja.

    Toda semente tem dentro de si, um filhote da planta. Toda semente tem dentro

    de si, alimento para o filhote da planta. Toda semente, tem uma capa que

    protege o filhote e seu alimento. O filhote da planta, pode viver muito tempo

    dentro da semente, envolvido por essa capa.

    Quando a semente é colocada na terra quente e úmida, o filhote

    da planta começa a crescer. Uma raiz sai para o fundo da terra,

    outra (chamada caule) sai para fora e principia a crescer.

    Nada se perdeu, daquela semente que se exauriu, aparece uma nova planta da mesma espécie que dará muitas sementes da mesma qualidade.

    Os animais quando velhos ou doentes, morrem. Seus corpos vão para o grande laboratório da natureza, a mãe terra. Ali vai alimentar outros seres viventes como as plantas, outros bichinhos da terra.

    A alma do animal que além do instinto, possui alguma inteligência, continua no plano espiritual, progredindo e aperfeiçoando-se também, porque a alma, dormita na pedra, vegeta na planta, acorda no animal e sonha no homem.

    Na criatura humana, o processo é o mesmo.

    Nós nascemos ou  melhor, voltamos a encarnação.

    Estávamos no plano espiritual, como espíritos e voltamos

    a habitar um corpo de carne, que cumpre um determinado

    período de vida física. Depois de algum tempo, nossas

    forças vai-se exaurindo, os órgãos envelhecem e um dia que só Deus sabe,

    desliga-se o espírito da vida orgânica precária.

    Voltamos então a nossa pátria de origem, a "espiritualidade".

    E o que acontece ao nosso corpo? Baixa a sepultura, e como

    os demais vai  servir de alimento a outros seres. Os elementos químicos,

    tais como: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, ferro, cobre, enxofre,

    cálcio, etc., distribui-se na terra e se destina a constituição de outros seres.

    Então a morte, na verdade, é uma transformação, uma troca de roupagem.

    Uma nova modalidade de vida se apresenta. O corpo vai para a terra,

    mas o espírito volta para a espiritualidade. Mas devemos a todo custo

    preservar a vida, valorizando-a para  o bom cumprimento da tarefa que

    nos propusemos. Cuidar da saúde é um dever.

    Cuidar do corpo também. Render graças á Deus, pela presente encarnação, pela oportunidade de aprendizado e trabalho.

    Não se entregar aos vícios para não se  auto-destruir.

    Isto é contrário a  lei de Deus. Mas quando formos chamados para a pátria espiritual, devemos nos manter serenos e confiantes.

    Aos nossos pais, avós, filhos e amigos que se encontram

    no plano espiritual, devemos cultua-los com pensamentos de amor

    e saudades, para que um dia com alegria possam lembrar-se de nós.

    Como a natureza é sábia e verdadeira.

    Ao lado dos meios de conservação, colocou os agentes de destruição.

    "É o remédio ao lado do mal, para manter o equilíbrio da natureza".

    Os vulcões, são válvulas de escape, isto é, a Terra já foi uma esfera de fogo,

    que foi se esfriando, esfriando no espaço, mas contendo no seu interior

    um calor muito grande, que precisa se escapar por um lugar qualquer.

    Igual a uma panela de pressão, que solta o seu calor por um minúsculo buraco.

    Se não tivesse aquela abertura a panela explodiria. Assim a terra que

    através do vulcão, põe para fora, o grande calor que tem no seu interior.

    Parece destruição a lava ardente que desce pela encosta da montanha,

    porém com isso, vai mantendo o equilíbrio do calor no centro da Terra, evitando destruição maior.

    Uma tempestade por  exemplo. Chuva e relâmpagos, refrescam e purificam o ar.

    Vejam como o ar é gostoso depois da chuva.

    No reino animal,  nos observamos as tartarugas viverem no mar.

    Nas desovas, entretanto, vêem para as praias, cavam buracos na areia e depositam seus ovos. Porém nem todas, sobrevivem. Muitas não alcançam o mar porque as aves ou outros animais as devoram. É uma destruição natural e necessária.

    O homem (e que talvez as extermine, porque com os estampidos

    ensurdecedor de bombas, está deixando-as cegas e surdas e muitas não

    encontram o caminho para o mar, já que são guiadas pelo marulhar das ondas).

    Os peixes, também, nas desovas perdem milhares de

    pequenos peixinhos, que são devorados pelos peixes maiores.

    É uma destruição natural, uma vez que servem de alimento a outros.

    A onça ataca a lebre, porque tem fome.

    O urso se alimenta do salmão porque tem-no em abundância.

    Os insetos são devorados pelos pássaros e com isso se mantém o equilíbrio ecológico.

    Sabe-se que os insetos, compõe  em 700.000 espécies;

    Dois terços de todas as espécies conhecidas. Vamos meditar.

    Se existissem todos? Como seria o mundo."O mundo dos insetos".

    È dado ao homem, permissão para pescar e caçar, segundo as suas necessidades.

    E também destruir os insetos daninhos que estragam as plantações. Não porém  por crueldade.

    Quando matamos um lindo pássaro que canta, destruímos uma vida bela, um girassol alado.

    As guerras destruidoras, são  conseqüência do EGOÍSMO HUMANO, e

    não da lei natural de destruição.

    As nações não se contentam com o que possuem e

    constroem toda sorte de armas, para atacarem e se defenderem.

    As vezes um gênio, um espírito superior descobre um engenho

    valioso que deveria ser aplicado para o bem, para a cura de doenças.

    Infelizmente caindo nas mãos de ambiciosos, vai ser aproveitado

    para a fabricação de armas mortíferas, como bombas, gases venenosos...

    Bombas que nas guerras matam milhares de criaturas.

    Isto não está nas leis de destruição natural, e sim destruição que o

    homem voluntariamente faz, atendendo ao seu egoísmo, a sua vaidade e  egoísmo

    ENQUANTO OS HOMENS NÃO SE AMAREM COMO IRMÃOS, AS GUERRAS

    DESTRUIDORAS SERÃO INEVITÁVEIS Á HUMANIDADE.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    April 16

    DESTRUIÇÃO NECESSÁRIA- DESTRUIÇÃO ABUSIVA

     

    SEARA BENDITA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA

    GRUPO AUGUSTO CEZAR NETTO

     

    PARAISÓPOLIS – NOVEMBRO 1999

    LEI DE DESTRUIÇÃO - 1.ª e 2.ª séries

     

    TEMA: destruição abusiva / destruição necessária.

     

    1. Objetivos:

    Diferenciar a destruição necessária para que se complete o ciclo da natureza

    e a destruição abusiva, que é contraria às leis de Deus.

     

    2. Subsídios:

    ·        ·         Evangelho Segundo o Espiritismo; Allan Kardec; Cap. XII –

    ·        Amai os vossos inimigos - O duelo, o ódio, a vingança.

    ·        ·         O Livro dos Espíritos; Allan Kardec; Livro Terceiro - As Leis Morais –

    ·        Cap. VI - Lei de Destruição.

     

    3. Incentivação Inicial:

    Fazer um cartaz ou desenhar em lousa o ciclo de reciclagem da natureza:

     

    Sais minerais na terra

    ß

         vegetação            Þ morte Þ volta a ser sais minerais

    ß

    animais herbívoros  Þ morte Þ volta a ser sais minerais

    ß

    animais carnívoros  Þ morte Þ volta a ser sais minerais

     

    Também fazer o ciclo da água:

     

    Água de rios, mares, lagos

    ß

    evapora e vira nuvem

    ß

    o vapor da nuvem se condensa formando a chuva

    ß

    a água retorna para rios, mares lagos

     

    "NADA NA NATUREZA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA"

     

    4. Desenvolvimento:

    Explicar e contar às crianças como são os ciclos naturais acima descritos.

    Mostrar que na natureza tudo está em perfeita harmonia e que existe uma

     reciclagem da matéria orgânica para inorgânica e vice-versa

     (fazer uso de linguagem clara e adequada à idade dos evangelizandos).

    Essa reciclagem é necessária para que se mantenha a vida no planeta.

    Se os seres vivos não morressem, não haveria reciclagem da matéria

    orgânica para inorgânica, acabando por esgotar os recursos do planeta. Explicar

    , também, que quando há excesso demográfico, não há alimentos bastantes para

    todos e muitos morrem de fome, daí a própria natureza estabelecer um equilíbrio.

    Enfatizar que, pois, ninguém deve matar ninguém, pois a natureza, por si própria,

     cuida da morte das pessoas.

    Também deve ser levantada a questão da destruição ambiental, alertando sobre a

     necessidade de preservar a natureza, não desmatando, poluindo etc.

     

    5. Avaliação:

    Dividir a sala em grupos. Levar cartolina, sucatas, revistas, cola, tesoura etc.

     Pedir aos evangelizandos que façam cartazes, dividindo a cartolina ao meio e,

    em uma metade, fazer sobre destruição abusiva e, na outra, sobre a necessária.

     

    6. Fixação:

    Pedir aos grupos que mostrem seus cartazes aos colegas, explicando a

    seleção dos tipos de destruição que fizeram.